A Toxina Botulínica no Combate as Rugas
26 jul, 2022

A vida agitada do homem e da mulher moderna, as emoções do dia-a-dia e a exposição solar sem proteção adequada contribuem para o aparecimento de rugas, muitas vezes, precocemente. Soma-se isso o fato de que, com o passar dos anos, a pele diminui a produção de colágeno – substância que forma as fibras do tecido – e a elasticidade e a vitalidade vão desaparecendo.

A região da testa e área que fica entre o nariz e os lábios costumam ser as mais atingidas. Para quem não quer se submeter à cirurgia plástica, existem hoje técnicas modernas que podem retardar ou até mesmo reverter os sinais de envelhecimento com segurança e eficácia.

Um dos mais revolucionários métodos para o rejuvenescimento facial, surgidos nos últimos anos é a aplicação da toxina botulínica, uma proteína de origem biológica. Sua eficácia e segurança para uso cosmético já foram comprovadas por diversos estudos conduzidos por pesquisadores das Universidades de Colúmbia, Nova York e Califórnia. No Brasil, uma pesquisa foi realizada com 21 pacientes, sendo 16 mulheres e 5 homens com idades entre 25 e 64 anos. Foi reconhecida pela comunidade científica internacional e publicada em 1996, pela “Aesthetic Plastic Surgery”, devido aos bons resultados apresentados.

O que é a Toxina Botulínica

O uso terapêutico da toxina botulínica começou nos anos 70, numa tentativa de tratar o estrabismo de forma não cirúrgica. Estes estudos, iniciados em animais, mostraram muito promissores. Em 1984, a Food and Drug Administration (FDA), o órgão americano de controle de medicamentos, liberou o uso da substância em humanos, primeiramente para tratamentos oftalmológicos, e mais tarde para outras aplicações neurológicas. Na Grã-Bretanha, sua utilização foi autorizada a partir de 1991.

Na busca da perfeição uma constante entre os cirurgiões plásticos, que procuram grandes resultados com pequenas incisões, demos início, em 1993, às aplicações práticas sobre a toxina botulínica. Após um estudo minucioso descobrimos que ela tinha, além da vocação de uso em neurologia, oftalmologia e otorrinolaringologia, propriedades para o uso na cirurgia plástica. A prova veio quando apresentamos a pesquisa em NY e obtivemos boa aceitação da comunidade científica internacional.

Esse medicamento age entre os nervos e os músculos como um neuroparalisador, ou seja, bloqueia a transmissão nervosa para os músculos inibindo a liberação da acetilcolina, substância química que gera contrações musculares, sem influir na movimentação dos músculos. Com a observação clínica de seus bons efeitos em produzir fraqueza muscular seletiva, a toxina botulínica passou a ser empregada para outros problemas que envolvem contrações musculares ou hipertrofia muscular indesejáveis.

Atualmente, tem sido usado em diversas doenças. Entre elas a distonia, uma síndrome caracterizada por contrações involuntárias do músculo da face, pálpebra, cordas vocais, pescoço mãos e antebraço, pernas, pés ou todo um lado do corpo, ou na espasticidade, a manifestação de doenças neurológicas em que há uma atenção muscular excessiva, dificultando ou impedindo a manifestação voluntária. Também em tremores, em disfagia – situação onde os músculos responsáveis pela deglutição se encontram hipertônicos. Mais recentemente passou a ser um recurso da Cosmiatria, sempre sob atuação direta do médico a toxina botulínica está sendo usada no Brasil desde 1992, quando seu uso foi aprovado pelo Ministério da Saúde. Em grande centro médicos, a utilização criteriosa da toxina botulínica tem se mostrado uma alternativa terapêutica segura e eficaz no sentido de minimizar manifestações de doenças neurológicas altamente incapacitantes, para as quais não há tratamento que leve à cura.

Sobre a aplicação da substância

As vantagens deste método em relação ao tratamento convencional são inúmeras. No método tradicional, para remover rugas da testa, por exemplo, era preciso fazer uma abertura para retirar parte do músculo.

Este processo deixa cicatrizes e aumenta a região, além de submeter o paciente aos riscos que sempre existem numa cirurgia.

O uso da técnica com a toxina não implica dor, riscos ou restrições à exposição solar – um filtro deve ser sempre usado. Além disso, este método não traz complicações ou sequelas e oferece um aspecto natural ao rosto dos pacientes.

A aplicação da substância para uso cosmético facial produz um relaxamento bem localizado na musculatura da face, proporcionando a melhora nas rugas de expressão, evitando-se os traumas normais da cirurgia plástica.

O método é indicado apenas para rugas da face. Por surtir um efeito localizado, ainda não é possível usá-lo como tratamento para corrigir imperfeições do corpo. As áreas mais indicadas para a aplicação são: testa, pés-de-galinha e lábios, pois a toxina age na musculatura causadora das desagradáveis “ruguinhas”.

Os estudos científicos demonstram muita segurança no emprego da substância e riscos existem somente quando a aplicação é feita de modo totalmente inadequado. A aplicação é feita no consultório, com micro agulhas, dura cinco minutos e não requer anestesia.

Não existe uma idade ideal para se submeter a uma aplicação. O que pesa na escolha do paciente é, em primeiro lugar, a necessidade. Em nossa experiência utilizamos a substância em jovens modelos de 21 anos e até em senhoras com 69 anos. Entretanto, o uso não é indicado para gestantes e portadores de doenças com distrofias musculares.

A toxina pode ser usada isoladamente em caso de jovens com rugas precoces, como complemento, após cirurgia plástica de rosto ou, ainda, associado ao tratamento à laser.

O Paciente antes de submeter ao tratamento deve procurar um profissional habilitado e familiarizado com a técnica de preferência um cirurgião plástico.

Não há necessidade de resguardo após a aplicação. O paciente volta imediatamente às suas atividades profissionais pois o ato em si demora 5 minutos e os efeitos já começam a ser visíveis em cerca de 48 horas. É recomendável usar um filtro solar adequado ao tipo de pele para proteger da ação dos raios solares, a aplicação não deixa cicatrizes.
Os resultados são temporários e duram cerca de 6 meses nos homens e 8 meses nas mulheres. Mas a reaplicação é possível e deve ser feita aproximadamente a cada 6 meses, como manutenção.

Pesquisa

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